terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Bailarino que desafia o Tempo


Mikhail Baryshnikov se apresenta em São Paulo e prova, aos 62 anos, que a idade não é uma inimiga do Ballet


Ana Lucia Silva


"Não importa a idade." A frase é um lema para Mikhail Baryshnikov, lenda da Dança que, aos 62 anos segue nos palcos e se apresenta hoje, no teatro Alfa, em São Paulo, acompanhado da espanhola Ana Laguna, 54 anos. A apresentação está com ingressos esgotados.

Baryshnikov luta para provar que a carreira de um bailarino não acaba com o passar dos anos. É disso que trata o espetáculo Três Solos e um Dueto. "A peça é sobre uma reflexão do acúmulo dos elementos da vida."

O espetáculo viajou por Europa e EUA com versões diferentes. A de hoje será formada por quatro atos. Baryshnikov se apresenta sozinho em Valse-Fantasie e em Years Later, em que dança consigo mesmo graças a uma projeção de 40 anos atrás do próprio bailarino. Para completar, Ana dança Solo for Two e os dois se reúnem em Place.

Baryshnikov ainda tem uma exuberância e um corpo invejáveis. A idade aparece apenas nos cabelos grisalhos. Para prolongar a vitalidade corporal faz ioga, fisioterapia e não abandonou as aulas de Ballet. "Você luta com o seu corpo todos os dias. Dançar não é fácil, nem sempre prazeroso. Na verdade, é uma experiência dolorosa", afirma.

Baryshnikov não vinha ao Brasil desde 2007. Nascido na Letônia, que pertencia à União Soviética, pediu asilo político no Canadá nos anos 1970 e depois se naturalizou americano. Foi bailarino principal do American Ballet Theatre e, como ator, fez O Sol da Meia-Noite e foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante em 1978, por Momento de Decisão.



Destak, terça-feira, 19 de Outubro de 2002

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Renascence brilha no II Certame

Em 18 de setembro, o Renascence subiu ao palco do Teatro Nsa. Sra. Menina, em São Paulo, e fez bonito. Participando da segunda edição do Certame, festival de Dança promovido pela Pavarini Produções Artísticas, Bruna Alencar, David Melo e nossas meninas do Renascencinho encantaram público e jurados com garra, técnica e paixão. Todo o esforço lhes rendeu a atenção do júri, que conferiu o primeiro lugar para David Melo, no solo (Estilo Livre), dançando a coreografia inédita "Alma Branca"; o primeiro lugar para o couple Bruna Alencar e David Melo, no duo (Estilo Livre), com a performance sobre "Devaneios"; e o segundo lugar para nosso petite ensemble, no Conjunto (Jazz), dançando "Elas são D+". Todas as três peças, composições de nossa mestra Eli Ribeiro.

No solo de David (média 9.1), o júri assinalou sua expressividade e a "ótima movimentação do corpo". Na performance de "Devaneios" (mesma média), os jurados Fausto Ribeiro e Daniella Pavarini destacaram a firmeza e tranquilidade na elaboração técnica do par, assim como seu entrosamento e maturidade cênica. No conjunto, nossas meninas receberam a média 8.9. O júri destacou a estruturação coreográfica da peça, a concentração e a alegria das petites. "Lindo elenco e futuro promissor", afirmou Daniella sobre nossas crianças.

Parabéns à todos!!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Renascence no Certame 2010

No próximo sábado, 18 de Setembro, a trupe do Renascence subirá ao palco do Teatro Nsa. Senhora Menina, em São Paulo, para participar do Festival Certame 2010. Promovido pelo Centro de Artes Pavarini - espaço artístico-educacional de nossa amiga Profa. Daniela Pavarini - o Certame 2010 trará trabalhos coreográficos de diversos grupos, escolas e academias, em todos os estilos e modalidades rítmicas.

O Renascence apresentará três coreografias (todas elas, compostas pela Profa. Eli Ribeiro): "Elas são D+" (interpretadas pelas nossas petites), "Devaneios" (pas-de-deux por Bruna Garcez e David Melo) e "Alma Branca" (solo de David Melo). "Alma Branca" e "Devaneios" são criações inéditas.


Renascence no Festival Certame 2010
Teatro Nsa. Sra. Menina
Rua do Oratório, 2621 - Alto da Moóca
São Paulo
18 de setembro - a partir das 14h00
R$ 15,00




sexta-feira, 27 de agosto de 2010

São Paulo Cia. de Dança apresenta coreografia de Marie Chouinard

Le Livre Messager


A coreógrafa québécoise Marie Chouinard terá sua peça "Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune" interpretada pela São Paulo Companhia de Dança no Teatro Alfa, na capital paulista, em setembro. Inspirada na obra-prima de mesmo nome do genial Vaslav Nijinski, "Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune" será levada ao palco do teatro paulistano entre os dias 9 e 12 do próximo mês.

Os portraits da composição de 1912 feitos por Adolphe Meyer foram objeto de detalhado estudo de Marie Chouinard, vindo a servir como roteiro conceitual na recriação de seu "Fauno". Paradigma da ruptura moderna vivida pelas artes rítmicas na segunda década do século XX, a peça do mestre russo recebe na criação de Chouinard um olhar marcante, realçando sua ousada horizontalidade.

Aclamada internacionalmente, Chouinard estreou seu primeiro trabalho rítmico em 1978. Em suas obras é latente o compromisso de revisitação (e enfrentamento) da história universal da Dança. O site da companhia que ela dirige, é uma boa oportunidade para conhecer melhor sua trajetória artística e seu pensamento.

O público que prestigiar a São Paulo Companhia de Dança nesta curta temporada no Teatro Alfa poderá assistir, além da coreografia de Chouinard, as peças "Sechs Tänze" de Jirí Kylián e "Theme and Variations" de George Balanchine. Para acessar o site da São Paulo Companhia de Dança, clique aqui.



Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune
de Marie Chouinard
São Paulo Companhia de Dança
Teatro Alfa
de 9 a 12 de setembro
ingressos: de R$ 40 a R$ 60


Le Livre Messager




quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grito de Socorro para a Amazônia acaba em Ópera

Até domingo o SESC Pompéia exibirá a ópera "Amazônia", uma peça de vanguarda dividida em três atos. O espetáculo apresenta os problemas da floresta pelo olhar dos índios Yanomami e pesquisadores. Esta será a última apresentação do grupo devido à falta de verbas e apoio.


Cesar B. Giobbi


A ópera "Amazônia", grande projeto cênico multinacional, estreou ontem em São Paulo, no SESC Pompéia. Fui convidado para assisti-la numa pré-estréia na terça-feira. A montagem, que vale a pena ser vista, só fica em cartaz na cidade até domingo e, depois, infelizmente será desmanchada. O espetáculo foi mostrado em Munique e, em versão reduzida, em Roterdam. E agora, por não haver verbas previstas para uma itinerância, um processo de quatro anos morre aqui. Não vai nem para o Festival de Ópera de Manaus, onde seria muito interessante apresentá-la. Se somarmos a isso o fato de que a platéia do espetáculo comporta apenas 300 pessoas, o número total de seus espectadores no Brasil será irrisório. O que é lamentável e um desperdício de idéias, de produção e de talento. A ópera é um grito de scocorro da floresta, na voz do povo Yanomami e de intelectuais, cientistas, atores e cantores brasileiros, alemães e portugueses, e é apresentado de maneira contemporânea, inventiva e convincente.

Não que a gente já não saiba tudo o que é narrado ali, mesmo os números sobre o desmatamento e tudo o que pode acontecer com a humanidade quando não houver mais água ou biodiversidade. Mas a dramatização e a música incidental, as imagens projetadas potencializam a mensagem. Vale tanto ou mais do que uma palestra de Al Gore ou do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga. É claro que coloca o mercado e o mundo político como os grandes vilões da história, o que é discutível, e o povo da floresta como a principal vítima, o que é uma verdade, porém não a única. O que interessa é que "Amazônia" é um alerta mais direto, mais consistente, mais eficaz e mais verdadeiro do que "Avatar", que fez tanto sucesso e teve tanta exposição.

Surpreende-me a Fundação Amazonas Sustentável não ter sido acionada para ajudar a manter o espetáculo em cartaz e fazê-lo viajar pelo mundo. Se bem que, em determinado momento, a visão européia do roteiro do terceiro ato ironiza a teoria da precificação da floresta para fazê-la valer mais em pé do que derrubada, que é exatamente o que defendem tanto Braga quanto a Fundação.

Mas vamos ao espetáculo. São três atos, cada um produzido por uma equipe diferente e num país e língua diferentes. Entraram na produção o SESC São Paulo, o Instituto Goethe, a Bienal de Munique, o ZKM Centro de Arte e Mídia de Karlshue, o Teatro São Carlos de Lisboa e a Hutukara Associação Yanomami. A concepção é de Peter Ruzicka, Peter Weibel e Laymert Garcia dos Santos. Cada ato tem um enfoque do problema. O primeiro msotra a visão estrangeira da floresta, pelos olhos do navegador inglês Walter Raleigh e em seus relatos das viagens à América do Sul no final do século 16. O segundo, pelos olhos dos Yanomamis, que participaram ativamente da concepção. O terceiro, numa montagem criativa, apresenta os números pelo enfoque indígena, da ciência e enfoque político/econômico.

A música e a encenação são sempre contemporâneas. Dar a ficha técnica dos três atos daria uma lista de cerca de três nomes. No primeiro ato, há mais participação de atores, ora presentes, ora em imagem projetada e ele é falado em inglês e com legendas. O segundo, do brasileiro Tato Taborda, tem belos efeitos cênicos, é falado em português e a platéia é estimulada a participar, passeando pelo espaço cênico. Os dois primeiros atos são no Centro de Convivência. O terceiro ato, em alemão, é no teatro, que usa um lado só da platéia. Toda a ação e, sobretudo, as projeções acontecem sobre a outra platéia, recoberta por cubos brancos. O efeito das projeções sobre essa estrutura dá um resultado incrível. Só vendo mesmo. Não é um espetáculo fácil para todo mundo, mas é contemporâneo, estimulante e oportuno.


Metro, quinta-feira, 22 de julho de 2010.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Pequeno Príncipe dos Trópicos

Le Livre Messager


A Cisne Negro Cia. de Dança traz ao nordeste brasileiro o principezinho de Saint-Exupéry. Com coreografia de Dany Bittencourt, música de Miguel Briamonte, diálogos e letras de Eduardo Ruiz e direção cênica de José Possi Neto, a trupe de Hulda Bittencourt vem apresentando, desde o último dia 2, no SESC Vila Mariana o espetáculo Baobá.

Inspirado na novelinha de Antoine de Saint-Exupéry, Baobá conta a história do incrível encontro entre o intrépido príncipe das estrelas e um petit prince de pele escura, habitante das terras nordestinas. O verso, o gesto e o ritmo são os meios pelos quais os pequeninos nobres travam uma bela conversa sobre futuro, preservação e esperança.

Há 33 anos na militância artística, a Cisne Negro tem se notabilizado por apresentações marcantes como Revoada, de 2007, composição do coreógrafo franco-romeno Gigi Caciuleanu, Trama, coreografia de 2001, composta por Rui Moreira e Hui Clos, de Beth Risoleu, criação de 1987.

Baobá fica no SESC Vila Mariana até o próximo dia 11 de julho. Maiores informações podem ser vistas no site da companhia ou do SESC São Paulo.



Baobá
Cisne Negro Cia. de Dança
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana
São Paulo - (11) 5080-3000 * 0800-11-8220
de R$ 5,00 a R$ 20,00
horários variados




sexta-feira, 25 de junho de 2010

Bravo Renascencinho!!!

No último sábado, dia 19 de junho, a New Generation do Studio Arte Renascence - nosso Renascencinho - participou de um encontro de Dança realizado na Casa de Cultura Salvador Lugabue, em Freguesia do Ó. Promovido pelo Cinthia Augusto Ballet, o encontro reuniu diversos grupos de Ballet, Dança de Salão e Jazz, em diferentes níveis de domínio técnico e expressão artística.

Nossas meninas, com muita garra e brilhantismo, subiram ao palco e simplesmente, arrasaram! Dançando coreografias compostas por Eli Ribeiro, Carina Ribeiro e Marius Petipa (adaptado por Claudia Spinelli), nosso petit ensemble encantou os presentes ao Salvador Lugaube, com o talento e a maturidade mostrados em cena. Após o término das apresentações, muita gente veio parabenizar nossa Profa. Eli e suas alunas pelo trabalho realizado.

Quase todos os pais das meninas puderam estar no Salvador Lugabue prestigiando-as e dando o apoio necessário para que tudo desse certo. A Profa. Eli agradece o carinho e lança o recado: O próximo semestre será de grandes emoções e desafios para nossas pequenas bailarinas.