sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

União e Talento

Que grande noite!


Quem pôde assistir "Grace", espetáculo de encerramento das atividades letivas do Studio Arte Renascence em 2011, teve a oportunidade de conferir toda a trupe em excelente forma. Trabalhando em volta do tema que dá nome ao show - a Graça - com toda a sua carga emocional e proposta filosófica, nossa mestra Eli Ribeiro legou ao palco uma criação plena de sutilezas e transcendência. Sevindo-se de recursos visuais interessantes, Eli criou uma ambientação ritmica bem diferente do espetáculo anterior "Nuance", realizado no ano passado.


Se em "Nuance" o Renascence propunha uma reflexão sobre a figura e o sofrido métier do coreógrafo, explorando através de tons mais contidos uma dramaticidade meio que represada, em "Grace" a trilha percorrida levou à uma exuberância de cores e melodias. Se no espetáculo anterior o azul escuro, intensamente mesclado ao roxo tecia uma atmosfera outonal, em "Grace" o sol brilhava poderosamente dando vazão à explosões de contentamento e felicidade grata pela oportunidade de, apesar de todas as circunstâncias, sentir prazer em viver.


No espetáculo apresentado no último domingo ficou também marcado de modo especial a organicidade estrutural do projeto. Todas as composições levadas ao palco do Teatro São Francisco - e destaca-se que pela primeira vez em todos estes anos as peças da Tradição Clássica rearranjadas por Claudia Spinelli estavam realmente integradas ao tema, numa feliz opção por um realce maior no lirismo do Ballet do que em seu academicismo acrobático - por mais específicas que fossem, seguiam um fio temático; em todas as peças a narração dos feitos da Graça Divina se colocava com vigor, mesmo em momentos onde a sutileza do ritmo impunha certa diluição aos efeitos das dádivas celestes.

Sobre a performance dos intérpretes cabe ressaltar uma brilhante uniformidade; todos os bailarinos apresentaram grande vivacidade cênica, numa clara tentativa de suprir as possíveis perdas técnicas. Tal realidade atesta o entrosamento obtido após meses de intenso ensaio. Quem têve a oportunidade de acompanhar um dia de ensaio preparatório à grande apresentação pôde ver a incrível evolução de alguns intérpretes, sobretudo os solistas. Este suado trabalho de "engrenamento" entre o intérprete e o coreógrafo coube em muitos momentos às professoras assitentes Carina Ribeiro e Valkyria Cardoso.                 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Do que o mundo precisa!!!




Eli Ribeiro


Além do trabalho de criação coreográfica e dos ensaios, um evento como GRACE demanda esforços direcionados a outros campos de atividade; um exemplo disso é o trabalho de elaboração e implementação dos figurinos. Ao mesmo tempo que é extremamente custoso e esgotante, é um trabalho de muita emoção. Na última segunda, numa visita à uma de nossas costureiras - Heloisa Domingues - fiquei bastante comovida. Montar uma fantasia obedecendo as especificações estéticas do coreógrafo e enfrentando as limitações orçamentárias típicas de uma escola de Dança localizada num bairro operário é tarefa para gente guerreira e de muita boa vontade. É disso que o mundo precisa: garra de homens e mulhes de boa vontade. À todas nossas parceiras costureiras empenhadas em nosso espetáculo, todo o nosso agradecimento!!!


 Está chegando a hora!!! Grace no Teatro São Francisco, em São Paulo. Explode Coração!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Grace: Fé na Arte e Gratidão


Todo o Studio Arte Renascence está em festa!!! Falta pouco para o grande evento do ano. Com direção artística de Eli Ribeiro, o Renascence levará ao palco do belíssimo Teatro São Francisco, no próximo dia 18 de dezembro Grace, espetáculo de encerramento das atividades letivas realizadas em nosso espaço de Dança em 2011.

Com coreografias de Claudia Spinelli e Eli Ribeiro, Grace será dançado pelos alunos do Renascence. Do Baby Class ao Jazz avançado, todo o Studio Arte Renascence está engajado na realização de um espetáculo emocionante e com muito profissionalismo.

Neste ano, Eli propõe uma reflexão sobre o tema da Graça. "A Graça está em tudo! Das coisas mais simples da vida aos grandes desafios, a Graça - este movimentar incrível do invisível - age e renova. Sempre de modo inesperado. Sempre gratuitamente, sem nada em troca." - assinala Eli que, além da direção do espetáculo, assina a criação de diversas peças coreográficas, o roteiro e a produção.

Renascence Ballet trará, todos os dias, informações e novidades sobre mais esta grande ação cultural do Studio Arte Renascence.



Grace
Teatro São Francisco
18 de dezembro - 19 horas
ingressos antecipados: (11) 20468261 * (11) 92522823  

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Verdadeiramente homens e deuses



A providência divina, vigilante que é, não permitiu que a história dos mártires de Tibhirine fosse conduzida ao grande écran por mãos erradas. E, concedendo a Xavier Beauvois a graça de contar este drama, tornou possível a realização de uma pequena obra-prima cinematográfica. Profundamente inspirados pelo alto, diretor e elenco se engajaram num trabalho artístico de uma dignidade e austeridade notáveis. A mensagem destes monges trapistas, verdadeiros apóstolos modernos da tolerância e da reconciliação, covardemente assassinados por terroristas, durante a guerra civil que afundou a Argélia dos finais do século XX num mar de caos, permanece clara, límpida, delicadamente preservada neste filme corajoso. Uma grande celebração da paz e da misericórdia. Obrigatório.






Des Hommes et des Dieux

Xavier Beauvois


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!


O Studio Arte Renascence deseja à todos os seus alunos, professores, parceiros e amigos um Natal maravilhoso e maravilhado com as bençãos que a vida tem a oferecer!


A mensagem da manjedoura é muito mais forte que todo o frenesi contemporâneo por roupas, doces e bebidas. É esta mensagem de beleza ímpar que nos inspira a nunca desistir de se engajar e se emocionar pela mais sublime das artes, a Dança.


Feliz Natal!!!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Criação da Vida

No próximo dia 28, o Studio Arte Renascence, espaço de difusão da Dança na Zona Leste paulistana, apresenta "Nuance", um elogio à criação coreográfica


Vladimir Neri


No último bimestre do ano, tradicionalmente, os centros de estudos coreográficos e as escolas de Ballet paulistanas reservam as salas teatrais espalhadas pela cidade para apresentar seus espetáculos de encerramento do ano letivo. É uma excelente oportunidade para conhecer este mundo fascinante formado por sapatilhas e espelhos, tablados gastos e respiração concentrada, sonhos e muito trabalho duro. Um mundo onde crianças vindas de meios familiares desestruturados encontram educação sentimental, onde adolescentes cronicamente tímidos conseguem vencer a ansiedade e obter libertação, onde senhoras (e senhores) podem certificar-se - na pele - que a Vida oferece muito mais que a estreiteza de visão em voga quer nos fazer engolir.

No último domingo de novembro, dia 28, um desses espaços de vida e arte localizados em São Paulo - o Studio Arte Renascence - mostra ao grande público o que a Dança foi capaz de fazer em suas salas de aula em 2010. Animado pela professora e coreógrafa Eli Ribeiro, uma profissional com mais de duas décadas de militância na causa rítmica brasileira, o Renascence - como é chamado por seus alunos, parceiros e amigos - é uma daquelas escolas de Dança, onde a paixão e o respeito pela Arte produzem verdadeiros milagres num bairro onde as demandas por sobrevivência econômica acabam por adiar realizações a tempos indefinidos ou por espalhar sem misericórida a aniquilação dos sonhos.

"Nuance", idealizado e dirigido por Eli, trará para o palco do belíssimo Teatro São Francisco, no Belém, peças coreográficas de Jazz, Ballet Clássico e Dança Contemporânea compostas por Claudia Spinelli e Eli Ribeiro - mestras do Renascence, além de trabalhos dos novos talentos nascidos e criados na casa Carina Ribeiro e David Melo. São cerca de 30 estudantes-bailarinos mostrando a ação transformadora que o amor à Arte pode implementar, não importando as contingências do lugar e do momento, e prestando uma homenagem toda especial a este fazer humano tão significativo que é a criação coreográfica.

Neste dia 28, o Renascence conclama à todos a celebrar este poder criador, de intensidade emancipatória e libertária impressionante, e mais que necessário a este mundo cada vez mais travado e sem leveza.


Nuance
Studio Arte Renascence
Teatro São Francisco
Av. Regente Feijó, 412 - Água Rasa - Belém
(próximo ao Shopping Anália Franco)
dia 28 de novembro, domingo - 18 horas
R$ 20,00


sábado, 30 de outubro de 2010

O Brasil de Marina


Fugindo do tom laudatório típico da marioria dos livros do gênero, Marília de Camargo Cesar retrata em "Marina: A Vida por uma Causa", biografia da presidenciável Marina Silva, um outro Brasil.

Vladimir Neri

Marina Silva é uma pessoa iluminada. Dona de uma das trajetórias políticas mais extrordinárias e fascinantes que nosso país já pôde acompanhar, a senadora Marina oferece à jornalistas e biógrafos profissionais um "campo de trabalho" vasto e promissor. Marília de Camargo Cesar soube bem explorar esta imensa lavoura, próspera em tons dramáticos em seu "Marina: A Vida por uma Causa" (Ed. Mundo Cristão). Mas, ao contrário de certos aventureiros que, desejosos de grande auto-promoção midiática (e boas vendas de suas criações), servindo-se dos perfis pessoais, acabam por promover beatificações descaradas de seus biografados, Marília de Camargo Cesar mantém o equilíbrio e não cede aos sentimentalismos fáceis, nem a tentação de compor um elogio cego da parlamentar acreana.

A história de Marina emociona. Mas talvez mais emocionante que vislumbrar sua disciplina, sua expressiva auto-determinação, seu apetite por vencer e sua suposta predestinação divina, seja travar contato com o "país" onde Marina Silva nasceu, sobreviveu, cresceu e se fez conhecida; um país cuja extensão territorial não se limita à Av. Paulista ou à Copacabana, ao Projac ou ao Planalto. O Brasil de Marina é um território que, a despeito do profundo descaso do centro, tem vida própria, seguindo um ritmo próprio permeado por privações, problemas estruturais gravíssimos, injustiças medievais, mas também por mobilizações íntimas e coletivas, insubordinação existencial, muito trabalho e sobretudo, muita atitude. Camargo Cesar, num estilo ágil próprio do jornalista que imerso em determinada realidade, tem à inteira disposição todos os recursos necessários para contar o que viu, leu, conversou e respirou, enxerga em Marina esta paisagem inquieta composta por seringueiros constantemente ameaçados pela voracidade dos interesses dos coronéis, mas que, vencendo todos os prognósticos e sombrias perspectivas, permanecem fortes e avançam, buscando no mútuo apoio e na auto-conscientização a fonte de energia indispensável para persistir.

Em "Marina", aprende-se também que a história dos brasileliros não começou com Collor de Mello, com a conquista do Tetra ou com o surgimento do Plano Real. Há muito tempo atrás Chico Mendes e seus companheiros (ente eles, Marina), lutavam pelo fim do opróbrio na extrema Amazônia e incendiavam o imaginário local com suas propostas de defesa da floresta e pão para todos; tudo isso em pleno hiato ditatorial e tendo, somente, a ajuda de alguns poucos homens e mulheres ligados à Igreja Católica brasileira.

Este Brasil instigante, mostrado com competência por Marília de Camargo Cesar, pode, um dia, se fazer ainda mais presente no outro Brasil - o Brasil abaixo do Equador - e quem sabe, mudar verdadeiramente para melhor, a realidade desta imensa república ainda cheia de florestas e de gente dizendo adeus.


Marina: A Vida por uma Causa
Marília Cesar de Camargo
Ed. Mundo Cristão

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Bailarino que desafia o Tempo


Mikhail Baryshnikov se apresenta em São Paulo e prova, aos 62 anos, que a idade não é uma inimiga do Ballet


Ana Lucia Silva


"Não importa a idade." A frase é um lema para Mikhail Baryshnikov, lenda da Dança que, aos 62 anos segue nos palcos e se apresenta hoje, no teatro Alfa, em São Paulo, acompanhado da espanhola Ana Laguna, 54 anos. A apresentação está com ingressos esgotados.

Baryshnikov luta para provar que a carreira de um bailarino não acaba com o passar dos anos. É disso que trata o espetáculo Três Solos e um Dueto. "A peça é sobre uma reflexão do acúmulo dos elementos da vida."

O espetáculo viajou por Europa e EUA com versões diferentes. A de hoje será formada por quatro atos. Baryshnikov se apresenta sozinho em Valse-Fantasie e em Years Later, em que dança consigo mesmo graças a uma projeção de 40 anos atrás do próprio bailarino. Para completar, Ana dança Solo for Two e os dois se reúnem em Place.

Baryshnikov ainda tem uma exuberância e um corpo invejáveis. A idade aparece apenas nos cabelos grisalhos. Para prolongar a vitalidade corporal faz ioga, fisioterapia e não abandonou as aulas de Ballet. "Você luta com o seu corpo todos os dias. Dançar não é fácil, nem sempre prazeroso. Na verdade, é uma experiência dolorosa", afirma.

Baryshnikov não vinha ao Brasil desde 2007. Nascido na Letônia, que pertencia à União Soviética, pediu asilo político no Canadá nos anos 1970 e depois se naturalizou americano. Foi bailarino principal do American Ballet Theatre e, como ator, fez O Sol da Meia-Noite e foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante em 1978, por Momento de Decisão.



Destak, terça-feira, 19 de Outubro de 2002

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Renascence brilha no II Certame

Em 18 de setembro, o Renascence subiu ao palco do Teatro Nsa. Sra. Menina, em São Paulo, e fez bonito. Participando da segunda edição do Certame, festival de Dança promovido pela Pavarini Produções Artísticas, Bruna Alencar, David Melo e nossas meninas do Renascencinho encantaram público e jurados com garra, técnica e paixão. Todo o esforço lhes rendeu a atenção do júri, que conferiu o primeiro lugar para David Melo, no solo (Estilo Livre), dançando a coreografia inédita "Alma Branca"; o primeiro lugar para o couple Bruna Alencar e David Melo, no duo (Estilo Livre), com a performance sobre "Devaneios"; e o segundo lugar para nosso petite ensemble, no Conjunto (Jazz), dançando "Elas são D+". Todas as três peças, composições de nossa mestra Eli Ribeiro.

No solo de David (média 9.1), o júri assinalou sua expressividade e a "ótima movimentação do corpo". Na performance de "Devaneios" (mesma média), os jurados Fausto Ribeiro e Daniella Pavarini destacaram a firmeza e tranquilidade na elaboração técnica do par, assim como seu entrosamento e maturidade cênica. No conjunto, nossas meninas receberam a média 8.9. O júri destacou a estruturação coreográfica da peça, a concentração e a alegria das petites. "Lindo elenco e futuro promissor", afirmou Daniella sobre nossas crianças.

Parabéns à todos!!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Renascence no Certame 2010

No próximo sábado, 18 de Setembro, a trupe do Renascence subirá ao palco do Teatro Nsa. Senhora Menina, em São Paulo, para participar do Festival Certame 2010. Promovido pelo Centro de Artes Pavarini - espaço artístico-educacional de nossa amiga Profa. Daniela Pavarini - o Certame 2010 trará trabalhos coreográficos de diversos grupos, escolas e academias, em todos os estilos e modalidades rítmicas.

O Renascence apresentará três coreografias (todas elas, compostas pela Profa. Eli Ribeiro): "Elas são D+" (interpretadas pelas nossas petites), "Devaneios" (pas-de-deux por Bruna Garcez e David Melo) e "Alma Branca" (solo de David Melo). "Alma Branca" e "Devaneios" são criações inéditas.


Renascence no Festival Certame 2010
Teatro Nsa. Sra. Menina
Rua do Oratório, 2621 - Alto da Moóca
São Paulo
18 de setembro - a partir das 14h00
R$ 15,00




sexta-feira, 27 de agosto de 2010

São Paulo Cia. de Dança apresenta coreografia de Marie Chouinard

Le Livre Messager


A coreógrafa québécoise Marie Chouinard terá sua peça "Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune" interpretada pela São Paulo Companhia de Dança no Teatro Alfa, na capital paulista, em setembro. Inspirada na obra-prima de mesmo nome do genial Vaslav Nijinski, "Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune" será levada ao palco do teatro paulistano entre os dias 9 e 12 do próximo mês.

Os portraits da composição de 1912 feitos por Adolphe Meyer foram objeto de detalhado estudo de Marie Chouinard, vindo a servir como roteiro conceitual na recriação de seu "Fauno". Paradigma da ruptura moderna vivida pelas artes rítmicas na segunda década do século XX, a peça do mestre russo recebe na criação de Chouinard um olhar marcante, realçando sua ousada horizontalidade.

Aclamada internacionalmente, Chouinard estreou seu primeiro trabalho rítmico em 1978. Em suas obras é latente o compromisso de revisitação (e enfrentamento) da história universal da Dança. O site da companhia que ela dirige, é uma boa oportunidade para conhecer melhor sua trajetória artística e seu pensamento.

O público que prestigiar a São Paulo Companhia de Dança nesta curta temporada no Teatro Alfa poderá assistir, além da coreografia de Chouinard, as peças "Sechs Tänze" de Jirí Kylián e "Theme and Variations" de George Balanchine. Para acessar o site da São Paulo Companhia de Dança, clique aqui.



Prélude à l´Aprés-Midi d´un Faune
de Marie Chouinard
São Paulo Companhia de Dança
Teatro Alfa
de 9 a 12 de setembro
ingressos: de R$ 40 a R$ 60


Le Livre Messager




quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grito de Socorro para a Amazônia acaba em Ópera

Até domingo o SESC Pompéia exibirá a ópera "Amazônia", uma peça de vanguarda dividida em três atos. O espetáculo apresenta os problemas da floresta pelo olhar dos índios Yanomami e pesquisadores. Esta será a última apresentação do grupo devido à falta de verbas e apoio.


Cesar B. Giobbi


A ópera "Amazônia", grande projeto cênico multinacional, estreou ontem em São Paulo, no SESC Pompéia. Fui convidado para assisti-la numa pré-estréia na terça-feira. A montagem, que vale a pena ser vista, só fica em cartaz na cidade até domingo e, depois, infelizmente será desmanchada. O espetáculo foi mostrado em Munique e, em versão reduzida, em Roterdam. E agora, por não haver verbas previstas para uma itinerância, um processo de quatro anos morre aqui. Não vai nem para o Festival de Ópera de Manaus, onde seria muito interessante apresentá-la. Se somarmos a isso o fato de que a platéia do espetáculo comporta apenas 300 pessoas, o número total de seus espectadores no Brasil será irrisório. O que é lamentável e um desperdício de idéias, de produção e de talento. A ópera é um grito de scocorro da floresta, na voz do povo Yanomami e de intelectuais, cientistas, atores e cantores brasileiros, alemães e portugueses, e é apresentado de maneira contemporânea, inventiva e convincente.

Não que a gente já não saiba tudo o que é narrado ali, mesmo os números sobre o desmatamento e tudo o que pode acontecer com a humanidade quando não houver mais água ou biodiversidade. Mas a dramatização e a música incidental, as imagens projetadas potencializam a mensagem. Vale tanto ou mais do que uma palestra de Al Gore ou do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga. É claro que coloca o mercado e o mundo político como os grandes vilões da história, o que é discutível, e o povo da floresta como a principal vítima, o que é uma verdade, porém não a única. O que interessa é que "Amazônia" é um alerta mais direto, mais consistente, mais eficaz e mais verdadeiro do que "Avatar", que fez tanto sucesso e teve tanta exposição.

Surpreende-me a Fundação Amazonas Sustentável não ter sido acionada para ajudar a manter o espetáculo em cartaz e fazê-lo viajar pelo mundo. Se bem que, em determinado momento, a visão européia do roteiro do terceiro ato ironiza a teoria da precificação da floresta para fazê-la valer mais em pé do que derrubada, que é exatamente o que defendem tanto Braga quanto a Fundação.

Mas vamos ao espetáculo. São três atos, cada um produzido por uma equipe diferente e num país e língua diferentes. Entraram na produção o SESC São Paulo, o Instituto Goethe, a Bienal de Munique, o ZKM Centro de Arte e Mídia de Karlshue, o Teatro São Carlos de Lisboa e a Hutukara Associação Yanomami. A concepção é de Peter Ruzicka, Peter Weibel e Laymert Garcia dos Santos. Cada ato tem um enfoque do problema. O primeiro msotra a visão estrangeira da floresta, pelos olhos do navegador inglês Walter Raleigh e em seus relatos das viagens à América do Sul no final do século 16. O segundo, pelos olhos dos Yanomamis, que participaram ativamente da concepção. O terceiro, numa montagem criativa, apresenta os números pelo enfoque indígena, da ciência e enfoque político/econômico.

A música e a encenação são sempre contemporâneas. Dar a ficha técnica dos três atos daria uma lista de cerca de três nomes. No primeiro ato, há mais participação de atores, ora presentes, ora em imagem projetada e ele é falado em inglês e com legendas. O segundo, do brasileiro Tato Taborda, tem belos efeitos cênicos, é falado em português e a platéia é estimulada a participar, passeando pelo espaço cênico. Os dois primeiros atos são no Centro de Convivência. O terceiro ato, em alemão, é no teatro, que usa um lado só da platéia. Toda a ação e, sobretudo, as projeções acontecem sobre a outra platéia, recoberta por cubos brancos. O efeito das projeções sobre essa estrutura dá um resultado incrível. Só vendo mesmo. Não é um espetáculo fácil para todo mundo, mas é contemporâneo, estimulante e oportuno.


Metro, quinta-feira, 22 de julho de 2010.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Pequeno Príncipe dos Trópicos

Le Livre Messager


A Cisne Negro Cia. de Dança traz ao nordeste brasileiro o principezinho de Saint-Exupéry. Com coreografia de Dany Bittencourt, música de Miguel Briamonte, diálogos e letras de Eduardo Ruiz e direção cênica de José Possi Neto, a trupe de Hulda Bittencourt vem apresentando, desde o último dia 2, no SESC Vila Mariana o espetáculo Baobá.

Inspirado na novelinha de Antoine de Saint-Exupéry, Baobá conta a história do incrível encontro entre o intrépido príncipe das estrelas e um petit prince de pele escura, habitante das terras nordestinas. O verso, o gesto e o ritmo são os meios pelos quais os pequeninos nobres travam uma bela conversa sobre futuro, preservação e esperança.

Há 33 anos na militância artística, a Cisne Negro tem se notabilizado por apresentações marcantes como Revoada, de 2007, composição do coreógrafo franco-romeno Gigi Caciuleanu, Trama, coreografia de 2001, composta por Rui Moreira e Hui Clos, de Beth Risoleu, criação de 1987.

Baobá fica no SESC Vila Mariana até o próximo dia 11 de julho. Maiores informações podem ser vistas no site da companhia ou do SESC São Paulo.



Baobá
Cisne Negro Cia. de Dança
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana
São Paulo - (11) 5080-3000 * 0800-11-8220
de R$ 5,00 a R$ 20,00
horários variados




sexta-feira, 25 de junho de 2010

Bravo Renascencinho!!!

No último sábado, dia 19 de junho, a New Generation do Studio Arte Renascence - nosso Renascencinho - participou de um encontro de Dança realizado na Casa de Cultura Salvador Lugabue, em Freguesia do Ó. Promovido pelo Cinthia Augusto Ballet, o encontro reuniu diversos grupos de Ballet, Dança de Salão e Jazz, em diferentes níveis de domínio técnico e expressão artística.

Nossas meninas, com muita garra e brilhantismo, subiram ao palco e simplesmente, arrasaram! Dançando coreografias compostas por Eli Ribeiro, Carina Ribeiro e Marius Petipa (adaptado por Claudia Spinelli), nosso petit ensemble encantou os presentes ao Salvador Lugaube, com o talento e a maturidade mostrados em cena. Após o término das apresentações, muita gente veio parabenizar nossa Profa. Eli e suas alunas pelo trabalho realizado.

Quase todos os pais das meninas puderam estar no Salvador Lugabue prestigiando-as e dando o apoio necessário para que tudo desse certo. A Profa. Eli agradece o carinho e lança o recado: O próximo semestre será de grandes emoções e desafios para nossas pequenas bailarinas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Inscrições para o Prêmio Desterro de Dança até 30 de Julho

Camila Olivo


Foram prorrogadas para o dia 30 de julho as inscrições para o Prêmio Desterro, do 1º Festival de Dança de Florianópolis.

Escolas, academias, grupos, companhias e dançarinos profissionalizados ou não de todo o país podem participar. São duas categorias, Júnior, para nascidos de MIL 1.994 a 1.996 e a categoria Adulto, para nascidos até 1.993.

Os gêneros de dança aceitos são Ballet Clássico, Dança Contemporânea, Dança de Rua, Dança de Salão, Danças Populares, Jazz e Sapateado. Outras informações em www.premiodesterro.com.br. O Festival ocorre em agosto e distribui 17 mil reais em prêmios.


ClicRBS

Dança proporciona Benefícios Físicos e Emocionais a Alunas

O Estado de São Paulo


Ao aliar atividade física e expressão artística, o Ballet beneficia corpo e alma. Segundo a diretora do Balé da Cidade, Lara Pinheiro, a maior vantagem é o contato com música. "O Ballet estimula a feminilidade e consciência corporal. Mais que desenvolver a técnica, é importante aproveitar a musicalidade, valorizar a dança", diz. "Mas é importante aprender bem a técnica para não se machucar."

A professora de Comunicação das Artes do Corpo da PUC Zélia Monteiro explica que a Dança desenvolve musculatura e coordenação motora, alinha a postura e trabalha articulações, circulação e respiração. "Como todo exercício, se malfeito, prejudica. Se benfeito, é muito benéfico."

Para a coordenadora do curso de Dança da Anhembi Morumbi, Valeria Bravi, é fundamental procurar conhecer o currículo do professor. "Se ele tiver bom conhecimento, não forçará um movimento que cause danos."


Estadão.com.br

Inscrições para a 8. Mostra de Dança Alagoana são prorrogadas

Poderão participar do festival escolas e grupos de dança, bailarinos e dançarinos profissionais ou amadores, residentes em Maceió.

GazetaWeb.com


Quem ainda não se inscreveu para a oitava edição da Mostra Alagoana de Dança, que acontece entre os dias 24 de julho a 6 de agosto, ainda dá tempo. É que as inscrições foram prorrogadas até o dia 30 deste mês. Poderão participar do festival escolas e grupos de dança, bailarinos e dançarinos profissionais ou amadores, residentes em Maceió. Este ano, nove municípios fazem parte do projeto. O formulário está disponível no site www.cultura.al.gov.br ou na sede da Secult, localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro. Mais informações pelo telefone (82) 3315-7868.


GazetaWeb.com

sábado, 1 de maio de 2010

Viva a Dança!!!


Na última quinta, 29 de Abril, o mundo comemorou o Dia da Dança. Bravo! à todos aqueles que fazem da Dança, veículo de transformação pessoal e de aperfeiçoamento social.

O Dia Internacional da Dança foi estabelecido pela UNESCO no ano de 1982. A escolha desta data é também uma homenagem ao grande pensador do ritmo e do gesto que foi Jean-Georges Noverre. Noverre nasceu neste dia no ano de 1727. A elevação conceitual da Dança como arte autônoma, específica, dona de um vocabulário próprio e instrumento de renovação cultural se deve à este francês que, lançando as bases do Ballet d´Action, criou os fundamentos da Dança Moderna. Sua importância cultural não se restringe apenas às artes coreográficas. Com suas reflexões, Noverre - certamente, inspirado nos ideais iluministas de seu século - concebeu uma nova forma de pensar o intérprete e o trabalho do palco que tem muito a oferecer aos artesãos e aos exegetas da cena.

29 de Abril é um dia de festa. Mas também é um dia de vigilância, de conscientização, de resistência. Infelizmente, a grande maioria dos trabalhadores da Dança não recebem proventos dignos, não têm seus direitos profissionais devidamente respeitados e exercem a atividade rítmica completamente à mercê das contingências.

Que novos tempos possam surgir, para que a Dança e todos aqueles que têm nela sua razão de vida possam ter o respeito que tão, honradamente, merecem.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Roseli Rodrigues

O Jazz brasileiro perde uma de suas maiores expressões humanas, a coreógrafa Roseli Rodrigues. Toda a Dança brasileira e, em especial, a Dança de São Paulo, chora o falecimento desta grande personalidade artística e empreendora cultural, fundadora da premiadíssima Raça Cia de Dança de São Paulo e de seu centro de estudos na Vila Maria.

"A impressão que se dá é que, cada vez mais, estamos ficando órfãos. Mais uma mãe do Jazz se vai, deixando-nos a tristeza. O que conforta é saber que Deus, certamente, a receberá em Paz e com muita alegria", desabafou a diretora de nosso Studio Arte Renascence, a Profa. Eli Ribeiro.

Uma geração inteira de bailarinos foi formada tendo como referência a garra, o vigor, a disciplina, a estética e o magistério de Roseli Rodrigues. Do Jazz lírico às experiências contemporâneas, o legado de Roseli será sempre, o norte para aqueles que encaram o dançar com respeito e paixão.


Nós, do Studio Arte Renascence, nos juntamos à todo o povo da Dança, para, mesmo nesta hora terrível, aplaudirmos a grande mestra.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Espetáculo 2010: Já foi dado o Primeiro Sinal

Já se iniciaram os preparativos para o nosso tradicional espetáculo de encerramento das atividades letivas do ano.

Com direção e concepção de nossa Profa. Eli Ribeiro, nosso espetáculo de 2010 será, como tem sido em todos estes anos, a celebração do Amor à Arte e da Fé incondicional na Vida. Todos os alunos do Studio Arte Renascence estão
convidados à participar desta grande festa.

Para ter maiores informações sobre nosso espetáculo, basta procurar a Profa. Eli. Ela dará todas as informações necessárias sobre a participação no elenco de nosso espetáculo de 2010.

Profa. Eli Ribeiro
elirenascence@yahoo.com.br
vladpeoli@yahoo.com.br
F. (11) 92522823